quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Falando sobre Rádio...

FALANDO SOBRE RÁDIO

Apesar do advento da televisão e da internet, o rádio não perdeu sua pose e continua sendo um dos veículos de comunicação de maior impacto e repercussão, embora as rádios atuais, com exceções, tenham perdido muito a qualidade em suas programações. Três fatores principais contribuem para que o rádio continue forte: seu caráter imediatista, a facilidade de produção e transmissão. A radiodifusão é o principal responsável pela popularização do futebol no Brasil, ajudando-o a trasnformar-se numa paixão popular. O casamento do rádio com o futebol em dimensão internacional deu-se em 1938, quando a Rádio Clube do Brasil do Rio de Janeiro fez a primeira transmissão do Campeonato Mundial de Futebol da França. Atualmente, as rádios dedicam grande parte de seus espaços a programas esportivos.
O rádio, a princípio, utilizava as ondas longas e médias para as transmissões nacionais e regionais. Entre os anos de 1930 e 1935 surgiram as transmissões por meio de ondas curtas, isto permitiu um grande aumento de alcance das emissoras.
Em 1920, os aparelhos de rádio eram equipados com um detector de cristal de galena. Por volta de 1925 surgiram os receptores com válvula, que funcionavam a pilhas. A partir de 1930 os rádios começaram a ser alimentados por meio de energia elétrica. Os receptores com transistores começaram a se popularizar a partir de 1955.
Pena que a falta de democratização dos Veículos de Comunicação no Brasil desde sua gênese, tenha impedido que um instrumento de comunicação de massa tão importante quanto o rádio fosse utilizado como meio de educação e justiça social, a exemplo da rádio fundada por Edgard Roquette Pinto e Henrique Morize, em 1923. Por sinal, a primeira emissora brasileira: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com programação educativa e cultural. Roquette e Henrique doaram a emissora em 1936, ao então Ministério da Educação e Saúde. No entanto, eles pediram que o lema da rádio – o de educar, fosse mantido. A emissora recebeu novo nome: Rádio MEC.
As rádios pioneiras do Brasil todas pertencentes a grupos de comunicação (se não no início, mas compradas posteriormente por grupos de comunicação) são as seguintes: Rádio Sociedade da Bahia, surgida em 1924 em Salvador, foi fundada por três empresários. Em 1940,passa a ser incorporada pelo grupo dos Diários Associados, do jornalista Assis Chateaubriand. A Rádio Record de São Paulo foi fundada em 1927 e vendida a Paulo Machado de Carvalho em 1931. A Rádio Record Foi pioneira na implantação do radiojornalismo nas ruas. Fundada em 1935 a Rádio Tupi do Rio de Janeiro também pertencia aos Diários Associados. A Rádio Sociedade Educadora Paulista fez a transmissão pela primeira vez de uma partida de futebol. Essa rádio, pioneira de São Paulo, foi criada em 1931. Fundada em 1937 a Rádio Bandeirantes de Comunicação teve como primeiro proprietário Paulo Machado de Carvalho, dono da Rádio Record e das Redes de Emissoras Unidas. Em 1940, foi comprada por Adhemar de Barros. Fundada em 1919, no Recife, a Rádio Clube de Pernambuco foi a primeira rádio brasileira fundada como rádio clube. Foi criada por estudantes de engenharia, empresários e intelectuais com o propósito de realizar experiências e testes em telegrama sem fio. Na década de 1950 foi comprada pelos Diários Associados. A Rádio Clube do Brasil do Rio de Janeiro entrou para a História do rádio ao realizar a primeira transmissão esportiva em Rede Nacional de Rádio durante a Copa da França de 1938,conforme já foi dito. A Rádio Cosmos foi fundada em 1931, em São Paulo. Em 1945, passou a se chamar Rádio América. A rádio Eldorado de São Paulo entrou para a História ao lutar contra a obrigatoriedade de transmissão da Voz do Brasil. Foi fundada em 1958, por Anna Khoury. Fundada em 1944 por Roberto Marinho no Rio de Janeiro, a Rádio Globo foi a primeira do Sistema Globo de Rádio. No segundo ano do Regime Militar (1965) recebeu o direito de atuar com uma emissora de TV – a Rede Globo de Televisão. Em 1959, foi criada a Rádio Globo de São Paulo. Em 2001 formou-se a Rede Rádio Globo Brasil. A Rádio Jornal do Brasil foi fundada em 1935 e presentava uma programação de alta qualidade . A Rádio Jornal Apoiou de forma pioneira o movimento musical Bossa Nova, mas 1993, foi vendida mudando de programação e de nome. A Rádio Nacional foi Fundada em 1936 no Rio de Janeiro pela Sociedade Rádio Philips do Rio de Janeiro. Em 1940, Getulio Vargas, transformou-a na Rádio Oficial do Brasil, recebendo o nome de Rádio Nacional. Foi uma das responsáveis pela massificação das rádios. Em 2004, por causa de problemas estruturais passou a fazer parte do Sistema Radiobras. A Rádio Mayrink Veiga foi uma das principais emissoras nacionais. Foi criada em 1926. Em 1965, o Regime Militar encerrou as transmissões da emissora por causa de questões políticas.
Desde a fundação da primeira emissora (1923) já se passaram 86 anos. Mesmo com a queda da qualidade de suas programações e com a permanência da comunicação sob o poder de grupos de comunicação, é inestimável a contribuição que o rádio vem prestando,desde o seu surgimento, ao desenvolvimento do País e disseminação da informação. Mas, quando “um dia” ocorrer a democratização dos Veículos de Comunicação a função social do rádio será muito, muito maior que a atual.
Marcos Antonio Vasco Rodrigues- É professor de Língua Portuguesa,escreve artigos,crônicas e contos. Radialista esportivo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

TRÊS EX-SUPER TIMES FORA DA BERLINDA

A Taça Brasil era o mais importante Torneio dos anos 1960. A antiga CBD reunia os campeões de dezesseis estados e realizava o que hoje chamamos de Campeonato Brasileiro. Além do Fortaleza Esporte Clube, dois outros super times nordestinos realizaram campanhas inesquecíveis: Bahia e Náutico. O Leão do Pici realizou duas enormes façanhas: foi duas vezes vice-campeão da Taça Brasil: 1960 e 1968. Talvez alguém diga: - não é muita coisa ser apenas vice em duas ocasiões. (mas analisando o perfil de algumas equipes, constata-se que realmente foram duas façanhas). Porém, mais longe foi o Bahia. O tricolor de aço da boa terra faturou o titulo da Taça Brasil em 1959. A partir desse ano, vencer o Santos de Pelé e Coutinho era tarefa normal. A equipe timbu, o Náutico, tal era a qualidade e a excelência de seu esquadrão, que passou a ser conhecido como o time dos "intocáveis" . Arrebatou três Copas Norte-Nordeste (1965, 66, 67) e sete títulos estaduais (1960, 63, 64, 65, 66, 67, 68). Dos dez estaduais disputados, os "intocáveis" abocanharam sete.
Analisemos o quadro de conquistas de alguns adversários dessas três super equipes nordestinas dos anos 1960. O Fortaleza perdeu o título da Taça Brasil, em 60, para o esplendoroso time do Palmeiras,conhecido como a Academia. Em 68 foi derrotado pelo glorioso Botafogo do genial Mané Garrincha e do excelente Didi, Nilton Santos, Jairzinho, Gérson e tantas outras estrelas. Observe que nessa década o Fogão conquistou uma Taça Brasil (1968), três Torneios Rio-São Paulo (1962, 66, 69), e quatro títulos cariocas (1961, 62, 67, 68). A Academia do Palmeiras nos anos 1960 conquistou dois Robertões (1967, 69), duas Taças Brasil (1960, 67) um Torneio Rio-São Paulo (1965). O Santos Futebol Clube do rei Pelé teve os anos 1960 como a década de seu maior esplendor e glória. Também pudera ! Além do rei Pelé, o time da baixada tinha em seu elenco Coutinho, Pepe, Dorval e outras feras. O super time Santista conquistou nos anos 60: dois títulos mundiais (1962-63), campeão da Recopa internacional (1968), oito vezes campeão paulista (1960, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69), duas vezes campeão da Taça Libertadores (1962-63), cinco vezes campeão da Taça Brasil (1961 a 65), uma vez campeão do Robertão (1968).
Pena que esses três ex-super times nordestinos estejam amargando divisões “inferiores” do Futebol Nacional. O Bahia está na Segunda Divisão, embora em 1988 tenha conseguido faturar o Campeonato Brasileiro, sob a batuta de Charles Baiano e Bobô. Porém, após o retorno à berlinda, o tricolor baiano não conseguiu manter-se brilhando. Não esqueçamos que o Fortaleza na década de 60 além do brilho nacional, de quebra, ganhou três Copas Norte-Nordeste (1960, 1968, 1970) afora a conquistada em 1946. E ainda cinco títulos estaduais (1960, 64, 65, 67, 69). Na década de 2000 o time tricolor de aço do Pici ameaçou uma retomada aos tempos de glória, retornando duas vezes à elite do Futebol Nacional, no entanto não teve forças para manter-se no topo. Em 2009 caiu da Série B para a C. Contudo suas quedas não ofuscam o brilho das conquistas que o colocaram como um dos grandes clubes brasileiros. Em 2010 a torcida, a Diretoria Executiva e todos os outros setores ligados ao Clube estão de “mãos dadas” para fazer com que o time conquiste um título estadual inédito: o tetracampeonato e o retorno à Série B em 2011.
O ex-time dos “intocáveis” – O Náutico – também ameaçou um retorno aos tempos gloriosos, mas a exemplo de seu rival – O Sport Recife – caiu em 2009 da Série A para a B. Nosso desejo é que Não apenas Fortaleza,Bahia e Náutico voltem a viver os tempos dourados do Futebol,mas o próprio Futebol Brasileiro...
Marcos antonio Vasco Rodrigues- É professor de Língua Portuguesa,escreve artigos,crônicas e contos. Radialista esportivo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Fartura de Tricolores e de Leões

O famoso dramaturgo,escritor e jornalista Nélson Rodrigues, um apaixonado torcedor do “Pó de Arroz”, afirmou certa vez: “-Time tricolor só tem um, o resto tem três cores”. Talvez o apaixonado torcedor , além de querer expressar sua imensa paixão ao seu time quisesse, também, mostrar que entre os times tricolores o "Flu" parece ser o único que possui as cores grená, verde e branco em seu uniforme. Pensando bem, um time alvinegro tem sempre as cores branca e preta (se bem que preto não é considerado cor, mas ausência de cor). Pronto! Alvinegro terá sempre, sempre o branco e o preto.(O preto é mais predominante nos times alvinegros) O mesmo ocorre com os times ditos rubro-negros: Flamengo, Vitória, Guarani de Sobral (CE),etc terão sempre as cores vermelha e preta em seus uniformes. O mesmo acontece com os alviverdes: Palmeiras, Guarani de Campinas, Coritiba, etc. terão sempre as cores verde e branca em suas indumentárias.
Com os times tricolores não ocorre o mesmo. Há tricolores que chegam a “cheirar” a alvinegro. Por exemplo, há tricolores formados por preto, branco e vermelho. Basta "tirar" o vermelho e o time "vira" alvinegro. Há, portanto, um parentesco entre os times tricolores que contém o preto e o branco com os times alvinegros. Daí a escolha do segundo ou terceiro time para se torcer se aproximar das cores do clube de coração. Quem torce pelo Ceará, geralmente escolheria como segundo time o Vasco, Botafogo, Corinthians, ABC, São Paulo, Grêmio, Ferroviário(Ce), Flamengo etc. Não seria comum um torcedor do Ceará escolher como segundo time o Bahia, o Fluminense, o Paraná, a Portuguesa, etc. Embora haja exceções.
Vejamos algumas combinações tricolores: Ferroviário (CE) (vermelho, preto, branco); Fluminense (RJ) (grená verde e branco); São Paulo do Rio Grande do Sul (verde, amarelo, e branco); Sporting de Portugal (verde, branco, preto); Grêmio (azul, preto e branco); Fortaleza (vermelho, azul e branco). É! A variedade de tricolores é mesmo diversificada! Talvez por isso Nélson Rodrigues tenha feito questão de particularizar o seu tricolor, o Fluminense. “Só tem um tricolor, o resto tem três cores”. Eu também quando ouço alguém falar em “tricolor” só me vem à mente azul,vermelho e branco.O coração não aceita como tricolor um outro time que não apresente as cores azul,vermelha e branca. Mas é como diz a frase "são coisas do coração" Há também uma fartura de leões espalhados por todas as partes. O leão foi escolhido como mascote por pelo menos 26 agremiações de futebol. Há leões alvinegros: (Bragantino, Crac de Goiás, Comercial de Ribeirão Preto, Penharol do Amazonas, etc.). Há leões rubro-negros: (Vitória (BA), Sport (Recife); há,é claro, Leões Tricolores (Fortaleza, São Paulo (RS), Studiantes de La Plata), etc. Outros clubes têm como mascote o Leão: Avaí, Remo, Guarani de Juazeiro (Ce), Portuguesa de Desportos, Legião de Brasília, XV de Novembro de Caraguatatuba(SP), ADESG do Acre, Nacional do Equador, Internacional de Limeira, Esporte Clube Macapá, Mirassol de São Paulo, Nacional de Manaus, Sporting de Portugal, Atlético de Taquaritinga(São Paulo), União Barbarense, Vila Nova (GO), Nacional do Equador...
Por que tantas equipes escolheram o leão como mascote? Parece haver um ponto em comum pela escolha. Em determinados períodos de sua história, tais equipes demonstraram raça e valentia. Por exemplo, o Comercial de Ribeirão Preto passou a ser chamado de Leão do Norte em razão de uma excursão vitoriosa e invicta realizada pelo time paulista nas regiões Norte e Nordeste. O Fortaleza recebeu o leão como mascote porque numa determinada época os atletas tricolores demonstraram, também raça e valentia, mas a idéia surgiu a partir do mascote do Remo do Pará, cujo mascote era e continua sendo um leão. Com tantos tricolores e tantos leões em ação é preciso mesmo especificar ,como o fez Nélson Rodrigues,por qual tricolor torcemos: o Fortaleza,chamado de Leão do Pici.


Marcos Antonio Vasco Rodrigues,escreve contos,artigos e crônicas. É professor de Língua Portuguesa, participa do Programa Espaço Esportivo aos domingos de 14 às 16 horas pela ZYC 460 Rádio Luar do Sertão Fm 104,9


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Eternamente futebol

Pegando Carona na Paixão da Torcida
A partir da década de 1970(em 1950 a Ceará Rádio Clube elegeu o locutor Paulo Cabral de Araújo prefeito de Fortaleza) tornaram-se comuns ex-jogadores, diretores de clubes de futebol e radialistas, principalmente, esportivos se lançarem candidatos a vagas no parlamento municipal, estadual, ou federal. “Os atletas usam o artifício de serem ou terem sido “ídolos” de suas torcidas; os dirigentes de times de futebol passam a utilizar como “bandeira política” o trabalho que realizaram pelos clubes que dirigem. Os candidatos radialistas esportivos, geralmente, torcem por um dos times detentores de grandes torcidas e, assim,passam a direcionar a programação esportiva da emissora em que trabalham ou o programa que comandam para a torcida e o clube de “ seu coração”. Eles se apresentam como “defensores” dos interesses da torcida e do clube pelo qual torcem. Esse procedimento renderá votos que lhes poderá garantir a eleição, embora a maioria não consiga alcançar seus objetivos. Mas também é verdade que muitos deles conseguem se eleger sem muito trabalho e quase nenhum investimento financeiro. Citemos alguns casos mais conhecidos: um dos pioneiros foi o comentarista esportivo Paulino Rocha que se elegeu deputado estadual em 1974, pelo antigo MDB com expressiva votação, sendo reeleito em 1978. Rocha soube utilizar com eficácia sua boa oratória e carisma além dos recursos de que dispunha: uma emissora potente de rádio e o horário nobre de TV. Ele abria o Jornal Nacional com o famoso “Dois minutos com Paulino Rocha”. Assim, não foi difícil angariar para si os votos da torcida do time pelo qual torcia:o Ceará.
Contudo, seu desempenho parlamentar não teve o mesmo brilho do de radialista esportivo. O principal feito de Paulino Rocha como deputado foi a pressão que exerceu sobre o governo da época para que a construção do Castelão fosse agilizada. Após a morte do deputado em 1978, vítima de câncer no pulmão, seu companheiro de equipe esportiva, mesmo não apresentando a mesma retórica e o mesmo carisma, seguiu os passos do colega falecido, “enveredando” também pelo caminho da política partidária .Porém, nas próximas eleições a briga pelos votos da torcida alvinegra,uma das maiores do estado, promete ser mais acirrada. Dois membros da diretoria alvinegra ( o presidente da Executiva e o presidente do Conselho Deliberativo) deverão se lançar a candidatos a deputado estadual e federal, respectivamente. Um deles pleiteia a reeleição. Não há momento mais oportuno para isto. A torcida do Ceará está em “lua-de-mel” com os principais responsáveis pela ascensão do vovô à Série-A, após 16 anos de ausência da elite do futebol nacional. A galera alvinegra parece estar disposta a pagar com o voto, a façanha realizada pela diretoria alvinegra. Não faz muito tempo essa mesma torcida ajudou a eleger dois ex-presidentes a deputado: Franzé Morais e Eugênio Rabelo.
Os ex-atletas políticos mais conhecidos são: João Leite, Roberto Dinamite, Túlio “Maravilha”, Ademir da Guia. E pasmem! Até Edmundo e Romário se filiaram a partidos políticos e prometem sair candidatos em 2010. Aqui em Fortaleza, dois “ídolos” da torcida do Ceará, o goleiro Adilson e o meia Sérgio Alves, também se filiaram a partidos políticos.
Não há mal nenhum que estes desportistas venham a candidatar-se. O problema principal é que a maioria deles, após serem eleitos, apresentam um pífio desempenho parlamentar. Parece que o propósito deles é conquistar prestigio, “status”, poder, “blindagem” e principalmente usufruir dos benefícios que o cargo oferece. Uma vez que foram eleitos por causa de sua popularidade, e não por causa de um programa de propostas, tais candidatos ficam isentos de cobrança por parte de seus eleitores.
Assim, não há necessidade de “mostrar serviço” (elaboração e apresentação de projetos que beneficiem a comunidade, defesa dos interesses populares, etc), pois sabem que” sempre” terão a seu dispor os votos de seus eleitores fãs, independente do que “façam ou deixem de fazer”. Entretanto, dos nomes citados há algumas exceções.Uma delas Trata-se do ex-goleiro do atlético (MG) João Leite, que ficou conhecido como “Arqueiro de Deus”. João defendeu o Atlético (MG) entre os anos de 1976 e 1981. Em 1993, elegeu-se a vereador por Belo Horizonte, elegendo-se em seguida a deputado estadual. O “Arqueiro de Deus” teve um destacado empenho parlamentar. Desenvolveu vários projetos, entre eles: “Projeto de lei de incentivo ao esporte”, “Criação do Conselho Estadual do Idoso”, e da proibição de fumar em espaços públicos fechados”, todos transformados em normas jurídicas. João era cognominado “Arqueiro de Deus” por ser evangélico.João Leite também tem formação superior em História.
Também é importante citar,conforme já foi dito, que muitos radialistas esportivos, diretores de clubes e ex-atletas não conseguem se eleger ou se reeleger. É o caso de Júnior Amorim em alagoas, Ademir da Guia que não conseguiu sua reeleição para vereador em são Paulo na última eleição . Aqui em Fortaleza alguns candidatos radialistas não conseguiram se eleger no último pleito.Mas há´por aqui um grupo de comunicadores que tem a eleição quase garantida: são os apresentadores de programas policiais. Pelo menos quatro desses apresentadores garantiram fácil, fácil, vaga no parlamento.O baixo nível de consciência política,provocado pela falta de investimento em educação,contribui decisivamente para que grande parte dos eleitores votem em candidatos por causa de paixão clubistíca e em apresentadores de programas que fazem da violência seu principal palanque político. Pode?
Marcos Antonio Vasco Rodrigues- É professor de Língua Portuguesa,escreve artigos,crônicas e contos. Participa do Programa Espaço Esportivo aos domingos de 14 às 16 pela ZYC 460 Rádio Luar do Sertão Fm 104,9

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Combustível que ajudou o vovô subir a ladeira

Foram dezesseis anos de espera. A maioria da torcida já havia se conformado com a Segundona. A Série A para eles (a maioria da torcida) era um sonho quase inatingível. Ao ser dada a largada da Série B de 2009 o Ceará,era como sempre, um mero figurante, não sendo sequer citado como candidato a candidato a uma das vagas do G-4. Quem teria essa ousadia? Some-se a isto o fato de o time ter ocupado a lanterna nas primeiras rodadas. Porém, a partir da 6° rodada a equipe alvinegra se “encorpou” e encaixou uma seqüência de oito vitorias e três empates. Após essa "façanha” alguns já começavam a desconfiar de que o vovô teria condições de brigar pelo acesso. Essa certeza viria a se confirmar definitivamente na vitória de 2 x 0 sobre o Vasco da Gama, no Maracanã pela rodada 26. O que estaria por trás da “arrancada” alvinegra, já que era apenas um time bastante modesto sendo Geraldo, um veterano de 34 anos,um dos seus principais destaques? Todos reconheciam as limitações da equipe e destacavam: “o diferencial do Ceará

é a união e a aplicação do grupo de atletas”. Mas qual seria o combustível da união e da aplicação? O próprio lateral – direito Marcos Boiadeiro, um outro destaque da equipe deu a resposta ao ser entrevistado em um programa esportivo dominical de fim de noite. “No Ceará tem de 13 a 15 evangélicos” (Claro que este aspecto é apenas um dos fatores decisivos para a subida do Ceará. Há os trabalhos competentes do treinador, da Diretoria Executiva e a participação da torcida) em outras palavras, Boiadeiro quis dizer: “o atleta evangélico não consome bebida alcoólica, não fuma, não é viciado em nenhum outro tipo de droga e não participa de “noitadas”e farras. Logo, seu desempenho em campo, pelo menos na parte física, será sempre superior ao daqueles que praticam tais atos. Além do mais, (há algumas exceções) o atleta evangélico é disciplinado e obediente. Não tem dificuldade para obedecer a seus superiores e cumpre com naturalidade a rotina de sua profissão e do Clube. Além disso, é comum atletas cristãos demonstrarem simplicidade e humildade, atributos que lhes fazem conquistar a simpatia e a admiração, até mesmo de torcidas adversárias. O hábito da oração e da gratidão a Deus os deixam mais leves e menos estressado e também mais confiantes.Isto contribui para que não desanimem de seus propósitos.

O vovô tem muito a agradecer ao “Leão da Tribo de Judá” por ter colocado essa grande “leva” de “ homens de fé” para ajudá-lo a subir a ladeira rumo à Série A.

Marcos Antonio Vasco Rodrigues,professor de Língua Portuguesa,escreve contos,artigos e crônicas. Participa do Programa Espaço Esportivo pela ZYC 460 Rádio Luar do Sertão Fm 104,9

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cuidado com a escolha do vice...

Embora não apareça muito, o “vice” é um cargo importantíssimo em qualquer empresa, instituição ou cargo político. (prefeito, governador, presidente, etc). Isso porque, caso haja algum impedimento por parte do presidente, o vice assumirá o comando. Lembra do José Sarney e do Itamar Franco que substituíram respectivamente Tancredo e Fernando Collor na Presidência da República? Em clubes de futebol, é comum o vice assumir.
Por isso, no caso do Fortaleza Esporte Clube todo cuidado é pouco para a escolha do vice. Qual o perfil do vice neste momento de dificuldades por que passa o time tricolor aliada à insatisfação de parte da torcida por causa do rebaixamento?
No mínino, o candidato a vice-presidente deve ter idéias em comum com o presidente e deve ser uma pessoa que prime pelo respeito, trabalho conjunto e pelo diálogo,pois está escrito"duas pessoas que pensam diferentes podem caminhar juntas?" e deve estar disposto a colocar interesses pessoais e de “seu grupo” abaixo dos interesses do Fortaleza .
De preferência (É minha modesta opinião,não quero ser dono da verdade) que não sejam pessoas ligadas à direção de “facções uniformizadas” pois é bom que fique claro: diretores de “facções uniformizadas” não representam a maioria da torcida leonina, mas parte de sua torcida (o próprio nome já diz: facção: divisão, parte). Esses torcedores podem dar sua colaboração sem necessariamente ocuparem cargos em que está em jogo a vida do próprio clube. Além disso, para colaborar é preciso receber algo em troca? Se for assim, a manifestação de amor ao clube não será genuína, pois quem “ama, dá sem esperar retorno” (não é romantismo, é a verdade)
E por falar em “facções uniformizadas” não sei sinceramente, se elas trazem prejuízos ou benefícios aos seus clubes.
Ontem no Couto Pereira(06/12/09) em Curitiba, no jogo entre Coritiba x Fluminense, o “coxa” precisava vencer seu adversário para escapar do rebaixamento. Não venceu. Ao apito final do árbitro membros de “torcidas uniformizadas” do Coritiba invadiram o gramado e patrocinaram um espetáculo de dor e derramamento de sangue. Em casos como estes,tais “facções” são extremamente prejudiciais aos seus clubes e deixam marcas de dores eternas em muitas pessoas e famílias,além de afastar cada vez mais as pessoa dos estádios.
O excelente locutor esportivo Halmalo Silva afirmava em suas narrações: “futebol é arte, e arte é cultura”. Sendo o futebol uma arte, não comportaria o desrespeito à vida humana,e atos de selvaria como aqueles praticados por membros torcida uniformizada do Coritiba. Ah! Voltando ao vice! Portanto, amigos, o Leão vive um momento de dificuldades, e mais do que nunca precisa da união e compreensão dos “leões(torcedores) de boa vontade”.


Marcos Antonio Vasco Rodrigues

Marcos Antonio Vasco Rodrigues- É professor de Língua Portuguesa,escreve artigos,crônicas e contos e participa Programa Espaço Esportivo Aos domingos de 14 às 16 horas pela ZYC 460 rádio Luar do sertão FM 104,9

domingo, 29 de novembro de 2009

O Leão precisa de união, porque “uma casa dividida não subsistirá” (Jesus)

“Uma casa dividida não subsistirá”. Esta frase foi pronunciada por Jesus, referindo-se aos danos irreversíveis provocados pelas brigas, desunião e conflitos entre membros de uma casa ou instituição. Esta advertência se aplica a qualquer setor da atividade humana.
Times de glória como Remo, Paysandu e Santa Cruz estão orbitando nas últimas divisões inferiores do Futebol Brasileiro, certamente, não porque lhes faltaram grandes torcidas ou recursos financeiros, mas porque lhes faltaram bons gerenciadores, e principalmente, união e cooperação entre pessoas e grupos ligados direta ou indiretamente à vida desses Clubes . Tais pessoas ou grupos de pessoas que se diziam amantes do time, trabalhavam, torciam contra o próprio clube, porque tinham interesses contrariados. É o que se chama na sabedoria popular: “dar um tiro no próprio pé" No caso da queda do Fortaleza, sem dúvida, um dos principais motivos que provocaram a queda do Leão do Pici da 2ª para a 3ª Divisão foi ,também,a falta de união, inclusive dos jogadores. Quem não apoiou a Diretoria Executiva do Clube que diz amar, seja por questões pessoais ou não, também é co-responsável pelo fracasso do time na Segundona.
Na próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fortaleza no inicio de dezembro de 2009, os conselheiros (os que são contra ou a favor à atual Diretoria) devem adotar posturas de responsabilidade e uma reflexão amadurecida antes de tomar ou sugerir qualquer decisão. Qual a situação financeira do Clube antes de a atual Diretoria assumir? A Diretoria demonstrou ser omissa? Recebeu apoio e ajuda da maioria? Quem deixou de cooperar e ajudar também não seria culpado pela queda? A Diretoria reconhece que errou em alguns atos administrativos e está aberta para trocar “peças” da administração e receber ajuda e sugestões, inclusive dos que lhe faziam e fazem oposição? Haveria no momento um nome de ”peso” que seja capaz de assumir o clube? Não seria mais coerente apoiar o presidente no restante de seu mandato a fim de que o sonho do tetra e o retorno à Série B se concretizem? Portanto, estas e outras perguntas devem ser debatidas com muita serenidade a fim de que conclusões desprovidas de análise não contribuam cada vez mais para afundar o “barco” tricolor. Afinal, a atual Diretoria Executiva ainda dispõe de um ano de mandato. É o tempo suficiente para se trabalhar um nome de “peso” para gerenciar os destinos do clube a partir de 2011.
O bom-senso manda lembrança. “uma casa dividida não subsistirá”.




Marcos Antonio Vasco Rodrigues

Marcos Antonio Vasco Rodrigues- É professor de Língua Portuguesa,escreve artigos,crônicas e contos e participa Programa Espaço Esportivo Aos domingos de 14 às 16 horas pela ZYC 460 rádio Luar do sertão FM 104,9