sábado, 2 de janeiro de 2010

Fartura de Tricolores e de Leões

O famoso dramaturgo,escritor e jornalista Nélson Rodrigues, um apaixonado torcedor do “Pó de Arroz”, afirmou certa vez: “-Time tricolor só tem um, o resto tem três cores”. Talvez o apaixonado torcedor , além de querer expressar sua imensa paixão ao seu time quisesse, também, mostrar que entre os times tricolores o "Flu" parece ser o único que possui as cores grená, verde e branco em seu uniforme. Pensando bem, um time alvinegro tem sempre as cores branca e preta (se bem que preto não é considerado cor, mas ausência de cor). Pronto! Alvinegro terá sempre, sempre o branco e o preto.(O preto é mais predominante nos times alvinegros) O mesmo ocorre com os times ditos rubro-negros: Flamengo, Vitória, Guarani de Sobral (CE),etc terão sempre as cores vermelha e preta em seus uniformes. O mesmo acontece com os alviverdes: Palmeiras, Guarani de Campinas, Coritiba, etc. terão sempre as cores verde e branca em suas indumentárias.
Com os times tricolores não ocorre o mesmo. Há tricolores que chegam a “cheirar” a alvinegro. Por exemplo, há tricolores formados por preto, branco e vermelho. Basta "tirar" o vermelho e o time "vira" alvinegro. Há, portanto, um parentesco entre os times tricolores que contém o preto e o branco com os times alvinegros. Daí a escolha do segundo ou terceiro time para se torcer se aproximar das cores do clube de coração. Quem torce pelo Ceará, geralmente escolheria como segundo time o Vasco, Botafogo, Corinthians, ABC, São Paulo, Grêmio, Ferroviário(Ce), Flamengo etc. Não seria comum um torcedor do Ceará escolher como segundo time o Bahia, o Fluminense, o Paraná, a Portuguesa, etc. Embora haja exceções.
Vejamos algumas combinações tricolores: Ferroviário (CE) (vermelho, preto, branco); Fluminense (RJ) (grená verde e branco); São Paulo do Rio Grande do Sul (verde, amarelo, e branco); Sporting de Portugal (verde, branco, preto); Grêmio (azul, preto e branco); Fortaleza (vermelho, azul e branco). É! A variedade de tricolores é mesmo diversificada! Talvez por isso Nélson Rodrigues tenha feito questão de particularizar o seu tricolor, o Fluminense. “Só tem um tricolor, o resto tem três cores”. Eu também quando ouço alguém falar em “tricolor” só me vem à mente azul,vermelho e branco.O coração não aceita como tricolor um outro time que não apresente as cores azul,vermelha e branca. Mas é como diz a frase "são coisas do coração" Há também uma fartura de leões espalhados por todas as partes. O leão foi escolhido como mascote por pelo menos 26 agremiações de futebol. Há leões alvinegros: (Bragantino, Crac de Goiás, Comercial de Ribeirão Preto, Penharol do Amazonas, etc.). Há leões rubro-negros: (Vitória (BA), Sport (Recife); há,é claro, Leões Tricolores (Fortaleza, São Paulo (RS), Studiantes de La Plata), etc. Outros clubes têm como mascote o Leão: Avaí, Remo, Guarani de Juazeiro (Ce), Portuguesa de Desportos, Legião de Brasília, XV de Novembro de Caraguatatuba(SP), ADESG do Acre, Nacional do Equador, Internacional de Limeira, Esporte Clube Macapá, Mirassol de São Paulo, Nacional de Manaus, Sporting de Portugal, Atlético de Taquaritinga(São Paulo), União Barbarense, Vila Nova (GO), Nacional do Equador...
Por que tantas equipes escolheram o leão como mascote? Parece haver um ponto em comum pela escolha. Em determinados períodos de sua história, tais equipes demonstraram raça e valentia. Por exemplo, o Comercial de Ribeirão Preto passou a ser chamado de Leão do Norte em razão de uma excursão vitoriosa e invicta realizada pelo time paulista nas regiões Norte e Nordeste. O Fortaleza recebeu o leão como mascote porque numa determinada época os atletas tricolores demonstraram, também raça e valentia, mas a idéia surgiu a partir do mascote do Remo do Pará, cujo mascote era e continua sendo um leão. Com tantos tricolores e tantos leões em ação é preciso mesmo especificar ,como o fez Nélson Rodrigues,por qual tricolor torcemos: o Fortaleza,chamado de Leão do Pici.


Marcos Antonio Vasco Rodrigues,escreve contos,artigos e crônicas. É professor de Língua Portuguesa, participa do Programa Espaço Esportivo aos domingos de 14 às 16 horas pela ZYC 460 Rádio Luar do Sertão Fm 104,9


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Eternamente futebol

Pegando Carona na Paixão da Torcida
A partir da década de 1970(em 1950 a Ceará Rádio Clube elegeu o locutor Paulo Cabral de Araújo prefeito de Fortaleza) tornaram-se comuns ex-jogadores, diretores de clubes de futebol e radialistas, principalmente, esportivos se lançarem candidatos a vagas no parlamento municipal, estadual, ou federal. “Os atletas usam o artifício de serem ou terem sido “ídolos” de suas torcidas; os dirigentes de times de futebol passam a utilizar como “bandeira política” o trabalho que realizaram pelos clubes que dirigem. Os candidatos radialistas esportivos, geralmente, torcem por um dos times detentores de grandes torcidas e, assim,passam a direcionar a programação esportiva da emissora em que trabalham ou o programa que comandam para a torcida e o clube de “ seu coração”. Eles se apresentam como “defensores” dos interesses da torcida e do clube pelo qual torcem. Esse procedimento renderá votos que lhes poderá garantir a eleição, embora a maioria não consiga alcançar seus objetivos. Mas também é verdade que muitos deles conseguem se eleger sem muito trabalho e quase nenhum investimento financeiro. Citemos alguns casos mais conhecidos: um dos pioneiros foi o comentarista esportivo Paulino Rocha que se elegeu deputado estadual em 1974, pelo antigo MDB com expressiva votação, sendo reeleito em 1978. Rocha soube utilizar com eficácia sua boa oratória e carisma além dos recursos de que dispunha: uma emissora potente de rádio e o horário nobre de TV. Ele abria o Jornal Nacional com o famoso “Dois minutos com Paulino Rocha”. Assim, não foi difícil angariar para si os votos da torcida do time pelo qual torcia:o Ceará.
Contudo, seu desempenho parlamentar não teve o mesmo brilho do de radialista esportivo. O principal feito de Paulino Rocha como deputado foi a pressão que exerceu sobre o governo da época para que a construção do Castelão fosse agilizada. Após a morte do deputado em 1978, vítima de câncer no pulmão, seu companheiro de equipe esportiva, mesmo não apresentando a mesma retórica e o mesmo carisma, seguiu os passos do colega falecido, “enveredando” também pelo caminho da política partidária .Porém, nas próximas eleições a briga pelos votos da torcida alvinegra,uma das maiores do estado, promete ser mais acirrada. Dois membros da diretoria alvinegra ( o presidente da Executiva e o presidente do Conselho Deliberativo) deverão se lançar a candidatos a deputado estadual e federal, respectivamente. Um deles pleiteia a reeleição. Não há momento mais oportuno para isto. A torcida do Ceará está em “lua-de-mel” com os principais responsáveis pela ascensão do vovô à Série-A, após 16 anos de ausência da elite do futebol nacional. A galera alvinegra parece estar disposta a pagar com o voto, a façanha realizada pela diretoria alvinegra. Não faz muito tempo essa mesma torcida ajudou a eleger dois ex-presidentes a deputado: Franzé Morais e Eugênio Rabelo.
Os ex-atletas políticos mais conhecidos são: João Leite, Roberto Dinamite, Túlio “Maravilha”, Ademir da Guia. E pasmem! Até Edmundo e Romário se filiaram a partidos políticos e prometem sair candidatos em 2010. Aqui em Fortaleza, dois “ídolos” da torcida do Ceará, o goleiro Adilson e o meia Sérgio Alves, também se filiaram a partidos políticos.
Não há mal nenhum que estes desportistas venham a candidatar-se. O problema principal é que a maioria deles, após serem eleitos, apresentam um pífio desempenho parlamentar. Parece que o propósito deles é conquistar prestigio, “status”, poder, “blindagem” e principalmente usufruir dos benefícios que o cargo oferece. Uma vez que foram eleitos por causa de sua popularidade, e não por causa de um programa de propostas, tais candidatos ficam isentos de cobrança por parte de seus eleitores.
Assim, não há necessidade de “mostrar serviço” (elaboração e apresentação de projetos que beneficiem a comunidade, defesa dos interesses populares, etc), pois sabem que” sempre” terão a seu dispor os votos de seus eleitores fãs, independente do que “façam ou deixem de fazer”. Entretanto, dos nomes citados há algumas exceções.Uma delas Trata-se do ex-goleiro do atlético (MG) João Leite, que ficou conhecido como “Arqueiro de Deus”. João defendeu o Atlético (MG) entre os anos de 1976 e 1981. Em 1993, elegeu-se a vereador por Belo Horizonte, elegendo-se em seguida a deputado estadual. O “Arqueiro de Deus” teve um destacado empenho parlamentar. Desenvolveu vários projetos, entre eles: “Projeto de lei de incentivo ao esporte”, “Criação do Conselho Estadual do Idoso”, e da proibição de fumar em espaços públicos fechados”, todos transformados em normas jurídicas. João era cognominado “Arqueiro de Deus” por ser evangélico.João Leite também tem formação superior em História.
Também é importante citar,conforme já foi dito, que muitos radialistas esportivos, diretores de clubes e ex-atletas não conseguem se eleger ou se reeleger. É o caso de Júnior Amorim em alagoas, Ademir da Guia que não conseguiu sua reeleição para vereador em são Paulo na última eleição . Aqui em Fortaleza alguns candidatos radialistas não conseguiram se eleger no último pleito.Mas há´por aqui um grupo de comunicadores que tem a eleição quase garantida: são os apresentadores de programas policiais. Pelo menos quatro desses apresentadores garantiram fácil, fácil, vaga no parlamento.O baixo nível de consciência política,provocado pela falta de investimento em educação,contribui decisivamente para que grande parte dos eleitores votem em candidatos por causa de paixão clubistíca e em apresentadores de programas que fazem da violência seu principal palanque político. Pode?
Marcos Antonio Vasco Rodrigues- É professor de Língua Portuguesa,escreve artigos,crônicas e contos. Participa do Programa Espaço Esportivo aos domingos de 14 às 16 pela ZYC 460 Rádio Luar do Sertão Fm 104,9

sábado, 12 de dezembro de 2009

O Combustível que ajudou o vovô subir a ladeira

Foram dezesseis anos de espera. A maioria da torcida já havia se conformado com a Segundona. A Série A para eles (a maioria da torcida) era um sonho quase inatingível. Ao ser dada a largada da Série B de 2009 o Ceará,era como sempre, um mero figurante, não sendo sequer citado como candidato a candidato a uma das vagas do G-4. Quem teria essa ousadia? Some-se a isto o fato de o time ter ocupado a lanterna nas primeiras rodadas. Porém, a partir da 6° rodada a equipe alvinegra se “encorpou” e encaixou uma seqüência de oito vitorias e três empates. Após essa "façanha” alguns já começavam a desconfiar de que o vovô teria condições de brigar pelo acesso. Essa certeza viria a se confirmar definitivamente na vitória de 2 x 0 sobre o Vasco da Gama, no Maracanã pela rodada 26. O que estaria por trás da “arrancada” alvinegra, já que era apenas um time bastante modesto sendo Geraldo, um veterano de 34 anos,um dos seus principais destaques? Todos reconheciam as limitações da equipe e destacavam: “o diferencial do Ceará

é a união e a aplicação do grupo de atletas”. Mas qual seria o combustível da união e da aplicação? O próprio lateral – direito Marcos Boiadeiro, um outro destaque da equipe deu a resposta ao ser entrevistado em um programa esportivo dominical de fim de noite. “No Ceará tem de 13 a 15 evangélicos” (Claro que este aspecto é apenas um dos fatores decisivos para a subida do Ceará. Há os trabalhos competentes do treinador, da Diretoria Executiva e a participação da torcida) em outras palavras, Boiadeiro quis dizer: “o atleta evangélico não consome bebida alcoólica, não fuma, não é viciado em nenhum outro tipo de droga e não participa de “noitadas”e farras. Logo, seu desempenho em campo, pelo menos na parte física, será sempre superior ao daqueles que praticam tais atos. Além do mais, (há algumas exceções) o atleta evangélico é disciplinado e obediente. Não tem dificuldade para obedecer a seus superiores e cumpre com naturalidade a rotina de sua profissão e do Clube. Além disso, é comum atletas cristãos demonstrarem simplicidade e humildade, atributos que lhes fazem conquistar a simpatia e a admiração, até mesmo de torcidas adversárias. O hábito da oração e da gratidão a Deus os deixam mais leves e menos estressado e também mais confiantes.Isto contribui para que não desanimem de seus propósitos.

O vovô tem muito a agradecer ao “Leão da Tribo de Judá” por ter colocado essa grande “leva” de “ homens de fé” para ajudá-lo a subir a ladeira rumo à Série A.

Marcos Antonio Vasco Rodrigues,professor de Língua Portuguesa,escreve contos,artigos e crônicas. Participa do Programa Espaço Esportivo pela ZYC 460 Rádio Luar do Sertão Fm 104,9

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cuidado com a escolha do vice...

Embora não apareça muito, o “vice” é um cargo importantíssimo em qualquer empresa, instituição ou cargo político. (prefeito, governador, presidente, etc). Isso porque, caso haja algum impedimento por parte do presidente, o vice assumirá o comando. Lembra do José Sarney e do Itamar Franco que substituíram respectivamente Tancredo e Fernando Collor na Presidência da República? Em clubes de futebol, é comum o vice assumir.
Por isso, no caso do Fortaleza Esporte Clube todo cuidado é pouco para a escolha do vice. Qual o perfil do vice neste momento de dificuldades por que passa o time tricolor aliada à insatisfação de parte da torcida por causa do rebaixamento?
No mínino, o candidato a vice-presidente deve ter idéias em comum com o presidente e deve ser uma pessoa que prime pelo respeito, trabalho conjunto e pelo diálogo,pois está escrito"duas pessoas que pensam diferentes podem caminhar juntas?" e deve estar disposto a colocar interesses pessoais e de “seu grupo” abaixo dos interesses do Fortaleza .
De preferência (É minha modesta opinião,não quero ser dono da verdade) que não sejam pessoas ligadas à direção de “facções uniformizadas” pois é bom que fique claro: diretores de “facções uniformizadas” não representam a maioria da torcida leonina, mas parte de sua torcida (o próprio nome já diz: facção: divisão, parte). Esses torcedores podem dar sua colaboração sem necessariamente ocuparem cargos em que está em jogo a vida do próprio clube. Além disso, para colaborar é preciso receber algo em troca? Se for assim, a manifestação de amor ao clube não será genuína, pois quem “ama, dá sem esperar retorno” (não é romantismo, é a verdade)
E por falar em “facções uniformizadas” não sei sinceramente, se elas trazem prejuízos ou benefícios aos seus clubes.
Ontem no Couto Pereira(06/12/09) em Curitiba, no jogo entre Coritiba x Fluminense, o “coxa” precisava vencer seu adversário para escapar do rebaixamento. Não venceu. Ao apito final do árbitro membros de “torcidas uniformizadas” do Coritiba invadiram o gramado e patrocinaram um espetáculo de dor e derramamento de sangue. Em casos como estes,tais “facções” são extremamente prejudiciais aos seus clubes e deixam marcas de dores eternas em muitas pessoas e famílias,além de afastar cada vez mais as pessoa dos estádios.
O excelente locutor esportivo Halmalo Silva afirmava em suas narrações: “futebol é arte, e arte é cultura”. Sendo o futebol uma arte, não comportaria o desrespeito à vida humana,e atos de selvaria como aqueles praticados por membros torcida uniformizada do Coritiba. Ah! Voltando ao vice! Portanto, amigos, o Leão vive um momento de dificuldades, e mais do que nunca precisa da união e compreensão dos “leões(torcedores) de boa vontade”.


Marcos Antonio Vasco Rodrigues

Marcos Antonio Vasco Rodrigues- É professor de Língua Portuguesa,escreve artigos,crônicas e contos e participa Programa Espaço Esportivo Aos domingos de 14 às 16 horas pela ZYC 460 rádio Luar do sertão FM 104,9

domingo, 29 de novembro de 2009

O Leão precisa de união, porque “uma casa dividida não subsistirá” (Jesus)

“Uma casa dividida não subsistirá”. Esta frase foi pronunciada por Jesus, referindo-se aos danos irreversíveis provocados pelas brigas, desunião e conflitos entre membros de uma casa ou instituição. Esta advertência se aplica a qualquer setor da atividade humana.
Times de glória como Remo, Paysandu e Santa Cruz estão orbitando nas últimas divisões inferiores do Futebol Brasileiro, certamente, não porque lhes faltaram grandes torcidas ou recursos financeiros, mas porque lhes faltaram bons gerenciadores, e principalmente, união e cooperação entre pessoas e grupos ligados direta ou indiretamente à vida desses Clubes . Tais pessoas ou grupos de pessoas que se diziam amantes do time, trabalhavam, torciam contra o próprio clube, porque tinham interesses contrariados. É o que se chama na sabedoria popular: “dar um tiro no próprio pé" No caso da queda do Fortaleza, sem dúvida, um dos principais motivos que provocaram a queda do Leão do Pici da 2ª para a 3ª Divisão foi ,também,a falta de união, inclusive dos jogadores. Quem não apoiou a Diretoria Executiva do Clube que diz amar, seja por questões pessoais ou não, também é co-responsável pelo fracasso do time na Segundona.
Na próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fortaleza no inicio de dezembro de 2009, os conselheiros (os que são contra ou a favor à atual Diretoria) devem adotar posturas de responsabilidade e uma reflexão amadurecida antes de tomar ou sugerir qualquer decisão. Qual a situação financeira do Clube antes de a atual Diretoria assumir? A Diretoria demonstrou ser omissa? Recebeu apoio e ajuda da maioria? Quem deixou de cooperar e ajudar também não seria culpado pela queda? A Diretoria reconhece que errou em alguns atos administrativos e está aberta para trocar “peças” da administração e receber ajuda e sugestões, inclusive dos que lhe faziam e fazem oposição? Haveria no momento um nome de ”peso” que seja capaz de assumir o clube? Não seria mais coerente apoiar o presidente no restante de seu mandato a fim de que o sonho do tetra e o retorno à Série B se concretizem? Portanto, estas e outras perguntas devem ser debatidas com muita serenidade a fim de que conclusões desprovidas de análise não contribuam cada vez mais para afundar o “barco” tricolor. Afinal, a atual Diretoria Executiva ainda dispõe de um ano de mandato. É o tempo suficiente para se trabalhar um nome de “peso” para gerenciar os destinos do clube a partir de 2011.
O bom-senso manda lembrança. “uma casa dividida não subsistirá”.




Marcos Antonio Vasco Rodrigues

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domingo, 22 de novembro de 2009

Eternamente futebol...

Corrigir os erros e trabalhar para voltar mais forte...


Com a confirmação oficial neste sábado (21/11/09) da queda do Fortaleza para a 3ª divisão em 2010, o alvo da atual Diretoria Executiva, que deve ser ampliada e algumas "peças" substituídas, deve ser no sentido de reestruturar e planejar o Clube para o ano vindouro. As perguntas seguintes não devem ficar sem respostas: Quais as metas para 2010? Como vamos executá-las? Quem poderia nos ajudar? O que devemos fazer para unir a maioria em torno desses objetivos? Com planejamento e participação de todos a Série C representará um momento de fortalecimento para a conquista do Tetra e retorno à Série B. Pensando bem, a Série C já não é mais a mesma. Agora quem mete medo é a Quarta Divisão. Até 2008 a Terceirona era formada por 64 equipes e sair de lá era mesmo muito difícil. No molde atual com 20 equipes, ela é como se fosse uma Série B. (sobem quatro e descem quatro). Nem mesmo a Série D (com 40 equipes) é amarga como a antiga Série C. (com 64 equipes). O problema da Série C é que os clubes perdem visibilidade (não cobertura da TV e pouco destaque dos outros veículos de comunicação), perdem também a ajuda financeira da CBF, além da dificuldade para se conseguir patrocínio. Afora estes principais problemas, a Série C não provoca mais tanto medo como provocou até 2008. Como já foi dito, dependendo do trabalho da Diretoria, pode ser uma ótima oportunidade de crescimento. Ai está Atlético de Goiânia e Guarani de Campinas que emergiram da 3ª para 1º Divisão este ano. Fizeram um time base na Terceirona e o mantiveram na Segunda. A manutenção desse time base determinou suas subidas. A receita aí está,(Formação de uma equipe base e manutenção de uma Comissão Técnica até o final da temporada), mas o tricolor precisa adaptá-la à sua realidade. Não nos interessa apontar erros administrativos, mas na formação do time base para a temporada 2010, a Diretoria deve estar atenta para não contratar jogadores descompromissados com eles próprios e com o Clube. Jogadores “dados” a farras, noitadas ou que apresentem histórico de não cumprir a rotina do clube (faltar treinos, "ser metido a estrela", desagregador, etc.). Devem ser rigorosamente descartados. Além disso,o Projeto do Sócio-torcedor deve ser implementado e fortalecido,pois um grande time não pode prescindir da ajuda de sua torcida.
Transformar, a “Queda” em Glória, só depende da atual Diretoria.Inclusive, ela pode entrar para a História do clube, como a única a conquistar um Tetracampeonato. Sim, nós confiamos e aguardamos por isso.É Corrigir os erros e trabalhar para voltar mais forte...
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ainda não caiu, mas se cair...

Ao contrário do que já ocorreu com ABC e Campinense que já estão com suas quedas oficialmente confirmadas, o Fortaleza ainda se agarra a uma tênue esperança para escapar do rebaixamento. Se já era difícil, agora ficou dificílimo. No entanto, a queda tricolor somente se confirmará na penúltima ou na última rodada. Será adiada para a última rodada caso Brasiliense e América não vençam seus jogos na penúltima rodada. Eles precisam empatar ou perder e o Fortaleza vencer o São Caetano para que o tricolor continue vivo. É uma combinação de resultados difícil de ocorrer, mas não impossível. Enquanto houver “um raio” de esperança, o Leão deve focar seu alvo nesta perspectiva e fazer a parte que lhe cabe jogando para vencer os dois jogos que lhe restam.
Além da obrigação de vencer as duas partidas, o Leão dependerá também do acaso, da sorte, “das malas” e da imprevisibilidade do futebol para continuar na Série B. A Diretoria executiva, comissão técnica e jogadores devem “tomar o máximo de cuidado” para não incorporarem discursos pessimistas antecipados do “já caiu” de certos setores da imprensa e da torcida,embora seus pontos de vista mereçam respeito.
Caso a “queda” venha a se confirmar na penúltima ou na última rodada, todos os que têm relação afetiva ou administrativa com o clube devem fazer uma reflexão amadurecida e radical acerca das causas que motivaram a queda e quais serão as estratégias do clube para o Cearense e para a Série C em 2010, a fim de que se evite uma tragédia semelhante à que ocorreu com o Santa Cruz de Recife que foi parar na Quarta Divisão. Questões tipo: A Diretoria Executiva deve renunciar ou continuar?Quem será o novo presidente? São questões para serem discutidas somente depois da confirmação oficial da queda ou permnência do time na Segundona.Devemos ter cuidado para não tomar decisões motivadas pela emoção e pelo sentimento e assim contribuir para afundar cada vez mais o time da garotada. Cito por exemplo, a pressão exercida por alguns grupos, movidos pela emoção, para que o ex-técnico Giba entregasse o cargo.
Com Giba no comando, o Leão no momento, estaria tranquilamente na parte intermediária da tabela.
Observe que de todos os técnicos que dirigiram o Leão na série B, Giba foi o que apresentou melhor desempenho, mesmo com um “material humano” inferior ao que dispõe o atual técnico. Com os outros técnicos o Leão não conseguiu vencer nenhuma partida fora de casa, e o que é pior, fazendo atuações lastimosas.
Portanto, todo cuidado é pouco para não trocar a Diretoria Executiva por uma inferior, como aconteceu com a troca do ex-técnico Giba.
Quem está à frente do comando leonino deve ter muito equilíbrio e “cabeça fria” neste momento difícil do Fortaleza. Calma, equilíbrio e bom-senso também são indispensáveis a gestores de clubes de futebol.
O Leão ainda não caiu, mas se cair se levantará, mais forte que antes, a exemplo do que ocorreu com o Guarani de Campinas, Fluminense do Rio e Vitória de Salvador. Tudo depende de quem vai gerenciar o clube.
Marcos Antonio Vasco Rodrigues
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